Nunca evoluí no vídeo game

No quesito vídeo game, nunca fui de jogos muito alucinantes, difíceis, complexos e coisas nesta linha. Sempre gostei de assistir meu irmão jogando, acompanhando as dicas em revistas e hoje em dia na internet, mas de jogar, nunca me arrisquei.
Comecei com Super Mario e me arriscava num Donkey Kong no Super Nintendo de meus primos (nunca tive um Nintendo).

No meu Mega Drive a fita do Sonic só saía quando meu irmão queria e olhe lá. Daí um dia meu pai resolveu colocar um som legal no carro dele, e impiedosamente trocou o nosso querido vídeo game por um rádio mais moderno. Chorei.

Porém algum tempo depois chegou em casa o Playstation 1, que modernidade! Mas para mim não rolava nada de Resident Evil, Tomb Raider, Gran Turismo… Eu só jogava Crash, todos os dias antes ou depois da escola. Tinha uma ânsia de fechar as fases e matar os chefes, e de vez em quando eu jogava Spyro, um dragão endiabrado.
Passaram-se anos, fui parando de jogar, o vídeo game foi ficando ultrapassado e meu irmão rifou o aparelho e todos os jogos (ficou com o dinheiro todo pra ele) e ficamos mais alguns anos sem vídeo game nenhum.

Juro que sentia falta desses joguinhos, meu irmão encarou bem, pois substituiu facilmente os jogos do vídeo game pelos jogos do computador. Eu sempre achei botões teclas demais…
Mas para minha felicidade surgiu em casa o Playstation 3, que modernidade²! Mas pra mim continua não rolando jogos alucinantes, difíceis e blá blá blá. Além de poder jogar Sonic e Crash (que eu ainda não possuo por contensão financeira), tem agora o maravilhoso The Little Big Planet, o que era impossível para mim, inventaram um jogo a altura, bobinho para uns, mas incrivelmente inteligente para mim, divertido, bonito, estratégico, envolvente, educativo, colorido, criativo, interativo e mais um monte de adjetivos bons. Minhas tardes de domingo são quase sempre acompanhadas dos bonequinhos de pano.

Te adoro Sackboy!


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